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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR |
Um dia José estava cortando lenha à beira da estrada, a poucos quilômetros da cidade. Um caminhante que ia passando por ali, parou diante do lenheiro e perguntou:
- O senhor poderá dizer-me quantas horas levarei para chegar à cidade próxima?
Jose ergueu a vista, viu o viandante, mas nada disse. Por isso o homem, em voz mais alta, insistiu:
- Quanto tempo levarei para chegar à cidade?
O lavrador ouviu mas continuou em silêncio. Dessa vez o homem gritou, indignado:
- Você é surdo? Quanto tempo levarei para chegar à cidade?
Como o homem continuasse mudo, o caminheiro chegou à conclusão de que ele era surdo mesmo. E assim se pôs a caminhar apressadamente. O trabalhador acompanhou com a vista o ritmo dos passos do caminheiro desconhecido e gritou para ele ouvir:
- Uma hora, companheiro!
- Por que não me disse isso antes, seu...? - desabafou-se zangado viajante.
- Porque primeiro precisava conhecer o ritmo dos teus passos - respondeu calmamente o lenhador (Jean Sulzberger, em "A Busca").
Lição: Não resolve nada perder as estribeiras por tão pouco. O que sobra, é a má impressão.


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