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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR |
Ela chamava-se Argia Drudi e sempre teve um sonho: ser enfermeira para dedicar-se aos doentes e aos pobres. Começou a estudar com 35 anos. Quando criança, trabalhou no campo. Cresceu robusta, acostumada ao trabalho. Depois, no hospital. Formou-se logo, graças à sua firme determinação altruísta. Alguns testemunhos. Uma senhora atestou:
- A doutora vinha visitar-me três e quatro vezes por dia quando eu estava doente. Fazia quilômetros a pé, no meio da neve e do gelo para chegar ao meu rancho. – Outra senhora:
- Veio à minha casa numa noite de tempestade a fim de levar minha filha para o médico. – Um velho descrente, relembra com lagrimas nos olhos:
- Cuidou de mim como se eu fosse o seu pai. Um dia peguei na sua mão, apertei-a e disse: “Se eu acreditasse ainda em Deus, rezaria pela senhora a vida inteira”.
Cada um sabe contar um fato, uma cena, um episódio que retratam sua caridade cristã. A assim chamada “doutora dos pobres” era da região italiana de Ravena. Ganhou vários prêmios, entre os quais, o “premio da Bondade”. Morreu tragicamente em 1957 num acidente rodoviário e jamais foi esquecida.


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