AQUI A CONSAGRAÇÃO À MÃE APARECIDA E A BÊNÇÃO DO SERVO DE DEUS PADRE VITOR COELHO,REDENTORISTA

Ó MARIA SANTÍSSIMA, QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, NO DITOSO NÚMERO DE VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA!
...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

sábado, 26 de maio de 2012

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE MAIO


PADRE FLÁVIO CAVALCA
DE CASTRO CSsR
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado. 

26 ─ Sábado ─ São Filipe Néri 
Evangelho (Jo 21,20-25) “Pedro viu o discípulo e perguntou a Jesus: ─ Senhor, o que vai ser dele? Jesus respondeu: ─ Se quero que ele fique até que eu venha, que te importa? Tu, segue-me!” 
Pedro ficara sabendo que seu amor iria levá-lo a morrer por Jesus. Vê o outro discípulo, seu amigo, e pergunta que será dele. É a mesma pergunta curiosa que nós, de um jeito ou de outro, fazemos muitas vezes. A resposta de Jesus a Pedro continua valendo para mim: o que importa é eu assumir meu lugar e minha missão, sem curiosidades inúteis. Tenho é de dar resposta a meu chamado. 
Oração
Senhor, nesta altura da vida já sei para que tarefa me chamastes, e estou tentando seguir vossos passos. Não permitais que me deixe levar ou atrasar por pretextos e desvios. Quero ser fiel no cumprimento de minha missão. Ajudai-me, porém, a estar sempre pronto a seguir as mudanças de rota que indicardes, e atento às necessidades do momento. Até quando quiserdes. Amém.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM SOBRE A IGREJA


CONCÍLIO VATICANO II



CAPÍTULO VI 
OS RELIGIOSOS

Pureza de vida ao serviço do mundo

46. Procurem os religiosos com empenho que, por seu intermédio, a Igreja revele cada vez mais Cristo aos fiéis e infiéis, Cristo orando sobre o monte, anunciando às multidões o reino de Deus, curando os doentes e feridos, trazendo os pecadores à conversão, abençoando as criancinhas e fazendo bem a todos, obediente em tudo à vontade do Pai que O enviou (144). 
Finalmente, tenham todos presente que a profissão dos conselhos evangélicos, ainda que importa a renúncia a bens de grande valor, não se opõe, contudo, ao verdadeiro desenvolvimento da pessoa humana, más antes a favorece grandemente. Na verdade, os conselhos evangélicos, assumidos livremente segundo a vocação pessoal de cada um, contribuem muito para a pureza de coração e liberdade de espírito, alimentam continuamente o fervor da caridade e, sobretudo, como bem o demonstra o exemplo de tantos santos fundadores, podem levar o cristão a conformar-se mais plenamente com o género de vida virginal e pobre que Cristo Nosso Senhor escolheu para Si e a Virgem Sua mãe abraçou. Nem se pense que os religiosos, pela sua consagração, se tornam estranhos aos homens ou inúteis para a cidade terrena. Pois, mesmo quando não prestam uma ajuda directa aos seus contemporâneos, têm-nos sempre presentes dum modo mais profundo, no amor de Cristo, e colaborara espiritualmente com eles, a fim de que a construção da cidade terrena se funde sempre no Senhor e para Ele se oriente, não seja que trabalhem em vão os que edificam a casa (145). 
Por isso, finalmente, o sagrado Concílio confirma e louva os homens e mulheres, Irmãos e Irmãs, que, nos mosteiros, escolas, hospitais ou missões, embelezam a Igreja com a sua perseverante e humilde fidelidade na mencionada consagração, e prestam generosamente aos homens os mais variados serviços.

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BÍBLIA


PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)

4. A Bíblia é inspirada?
Ao ler a Bíblia, principalmente o Antigo Testamento, verificamos fatos e acontecimentos pouco edificantes que fazem as pessoas se perguntarem sobre a tal inspiração do Espírito Santo, pois não entendem como matanças e outros fatos pouco recomendáveis estejam na Bíblia.Quando falamos de inspiração não estamos afirmando que Deus fez um ditado mecânico ao hagiógrafo que às vezes nem teria entendido o que estava escrevendo.A inspiração de Deus não dispensa a compreensão e a participação do autor bíblico na redação do texto. Ela supõe que o autor conheça as verdades. Assim sendo dizemos que a inspiração é a iluminação da mente da pessoa que escreve para que possa transmitir a mensagem de acordo com o pensamento e revelação de Deus.Tudo isso, porém, vai passar pela cultura religiosa, pelo modo de falar do tempo, pelo contexto histórico em que o povo vive. O autor vai expressar a mensagem de Deus com sua maneira de falar, com suas figuras de linguagem, modo, conceitos que lhe são próprios. Deus não dispensa a atividade humana e o esforço do hagiógrafo.Os livros da Bíblia em geral são produtos da tradição oral que conservou, por assistência divina, a mensagem através de muitos anos, até o momento em que alguém também levado pelo Espírito redigiu e nos legou por escrito. Temos de pensar que naquele tempo não havia a facilidade que existe hoje para transmitir uma mensagem. Esses textos pouco edificantes que aparecem ao lado de páginas belíssimas fazem parte da linguagem e compreensão da época e aparecem narrados pelo autor sagrado para mostrar as oscilações na fé pelas quais o povo judeu passou ou por não serem narrativas chocantes para a época.Nem toda a vigilância de Deus impediu que Paulo continuasse com mentalidade judaica quando repreendeu as mulheres por não usarem o véu e cobrou a submissão habitual ao marido.O milagre que confirma a inspiração divina das Escrituras está no ter conservado intacta a mensagem através de tantas gerações por via oral até chegar ao hagiógrafo.Hoje lemos a Bíblia colhendo as diversas reflexões da fé engajadas pela memória histórica sem nos preocuparmos com as normas de uma historiografia moderna e sem discutir se o fato existiu ou não. O que interessa é a mensagem que Deus quis conservar e transmitir. Sabemos colher no meio de tantas peculiaridades a mensagem pura que Deus revelou ao seu povo.(Pe. Hélio Libardi)
Religião também se aprende vol. 11

S. Beda, o Venerável, Doutor da Igreja, +735

Todas as informações que temos sobre o extraordinário Beda, foram escritas por ele mesmo no livro "História da Inglaterra", um dos raros e mais completos registos da formação do povo inglês antes do século VIII, narradas assim: " Eu, Beda, servo de Cristo e sacerdote, e monge do mosteiro de São Pedro e São Paulo, da Inglaterra, nasci neste país. Aos sete anos fui levado ao mosteiro para ser educado pelos monges. Desde então passei toda a minha vida no mosteiro, e me dediquei sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura. Além de cantar e rezar na Igreja, a minha maior alegria foi poder dedicar-me a aprender, a ensinar e a escrever. Aos dezenove anos fui ordenado diácono e aos trinta sacerdote. Todos os momentos livres dediquei-os à busca de explicações da Sagrada Escritura, especialmente extraídas dos escritos dos Santos Padres". Além desses dados podemos acrescentar ainda, com segurança, que Beda nasceu no ano 672, tendo sido educado e orientado espiritualmente pelo próprio São Bento Biscop, abade do mosteiro, que impressionado com os seus dons e inteligência tratava-o como se fosse seu filho na cidade de Wearmouth. Cedo, Beda percebeu que um sermão podia ser ouvido por apenas algumas pessoas, mas podia ser lido por milhares delas e por muitos séculos. Por isso ele desejou escrever, e escreveu muito, sem se cansar, com cuidado no seu conteúdo e estilo, resultando em livros agradáveis à leitura, verdadeiras obras literárias, sobre os mais variados temas desde o teológico ao intelectual. Ao todo foram sessenta obras sobre: teologia, filosofia, cronologia, aritmética, gramática, astronomia, música e até medicina. Mas Beda gostava de aprender, por isso pesquisava e estudava; e gostava também de ensinar, por isso escrevia e dava aulas. Atraídos pela linguagem simples, encantadora e acessível, ajudou a formar várias gerações de monges que eram dirigidos nos ensinamentos de Deus, por meio dessas matérias. O Papa Gregório II chamou-o a Roma, para tê-lo como seu auxiliar, mas Beda implorou permanecer na solidão do mosteiro, onde ficou até aos últimos momentos da sua vida. Só saiu por poucos dias para estabelecer as bases da Escola de York, na qual depois estudou e se formou o famoso mestre Alcuíno, fundador da primeira universidade de Paris. Ainda em vida era chamado de "Venerável Beda", ou "Beda o Venerável". Morreu com sessenta e três anos, na paz do seu mosteiro, no dia 25 de maio de 735 em Jarrow, Inglaterra. Muitos séculos depois, pelo imensurável serviço prestado à Igreja, o Papa Leão XIII, em 1899, proclamou-o Santo e Doutor da Igreja. São Beda, único Santo inglês que possui o título de Doutor da Igreja, é celebrado no dia 25 de maio.

EVANGELHO DO DIA 25 DE MAIO


Evangelho segundo S. João 21,15-19.
Quando Jesus se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de terem comido, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.» Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.» E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.» 
E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!» 

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário ao Evangelho do dia feito por : 
Bem-Aventurado João Paulo II 
Encíclica «Ut unum sint» §§ 90-93 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.) 
«Apascenta as Minhas ovelhas»
O Bispo de Roma é o Bispo da Igreja que conserva o testemunho do martírio de Pedro e de Paulo. [...] O Evangelho de Mateus traça e especifica a missão pastoral de Pedro na Igreja. [...] «Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja» (16,18). Lucas põe em evidência que Cristo recomenda a Pedro que confirme os irmãos, mas ao mesmo tempo dá-lhe a conhecer a sua fraqueza humana e a sua necessidade de conversão (22,32). É como se, sobre o horizonte da fraqueza humana de Pedro, se manifestasse plenamente que o seu particular ministério na Igreja provém totalmente da graça. [...]
Logo a seguir à sua investidura, Pedro é repreendido com rara severidade por Cristo, que lhe diz: «Tu és para Mim um estorvo» (Mt 16, 23). Como não ver, na misericórdia de que Pedro tem necessidade, uma relação com o ministério daquela misericórdia que ele foi o primeiro a experimentar? [...] Também o Evangelho de João sublinha que Pedro recebe o encargo de apascentar o rebanho com uma tríplice profissão de amor, que corresponde à sua tríplice negação. [...] Quanto a Paulo, conclui a descrição do seu ministério com a surpreendente afirmação que lhe foi concedido ouvir dos lábios do Senhor: «Basta-te a Minha graça, porque é na fraqueza que a Minha força se revela totalmente», podendo em seguida exclamar: «Quando me sinto fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 9-10). [...]
Herdeiro da missão de Pedro [...], o Bispo de Roma exerce um ministério que tem a sua origem na misericórdia multiforme de Deus, a qual converte os corações e infunde a força da graça onde o discípulo sente o sabor amargo da sua fraqueza e miséria. A autoridade própria deste ministério está posta totalmente ao serviço do desígnio misericordioso de Deus e há-de ser vista sempre nesta perspectiva. É nela que se explica o seu poder. Ligado como está à tríplice profissão de amor de Pedro, que corresponde à tríplice negação, o seu sucessor sabe que deve ser sinal de misericórdia. O seu ministério é um ministério de misericórdia, nascido de um acto de misericórdia de Cristo. Toda esta lição do Evangelho deve ser constantemente relida, para que o exercício do ministério petrino nada perca da sua autenticidade e transparência. 

GRITANDO ATRÁS DO PALHAÇO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Um menino da roça foi à cidade com o pai pela primeira vez. Enquanto o pai fazia compras na “Casa do Sitiante”, ele ficou na porta observando o movimento da rua. Estava deslumbrado com aquele vai-e-vem de carros, de gente, de vendedores. Eis que passou um palhaço de circo, seguido por um bando de crianças. Em cima de duas pernas de pau e com um megafone na boca, ele gritava: 
“Hoje tem goiabada...”. 
E a criançada respondia: 
“Tem, sim, Senhor”. 
O menino se entusiasmou com o palhaço e saiu atrás dele. Bem na frente, quando todos se dispersaram, ele se viu sozinho e perdido na praça. Não sabia mais voltar onde deixou o pai. Gritava desesperado: 
- Viram meu pai? Quero meu pai! 
Depois de muita angústia e muita busca o pai o encontrou. 
Lição:- Quantos saem atrás dos palhaços da vida que são as vaidades e desilusões! Frustrados, tentamos voltar para o Pai. Palavra de Deus: Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade... (Ecl 1,2)

SANTA E SANTO DO DIA 25 DE MAIO


AMOU A JUSTIÇA E MORREU NO EXÍLIO 
altGregório VII (+1085) é sem dúvida um dos maiores Papas de toda a História da Igreja. Nascido numa família pobre, foi monge beneditino, e papa num tempo difícil.
Enfrentou e excomungou Henrique IV, imperador da Alemanha que queria mandar também na Igreja, nomear bispos etc. Aparentemente convertido, ficou ajoelhado na porta da igreja vestido de saco, descalço e com uma corda no pescoço para conseguir o perdão.
O Papa retirou a excomunhão, pensando que o imprador estava sendo sincero. Pouco durou o arrependimento. Em 1080 foi excomungado novamente por não haver cumprido suas promessas. Como represália, invadiu Roma, mandou o Papa embora e impôs um antipapa.  São Gregório morreu no exílio exclamando: Amei a justiça e odiei a iniquidade. Por isso morro no exílio.
Lição: – Aprendamos dele a fortaleza nas perseguições
 
 alt
VIVEU EM ÊXTASES CONTÍNUOS
Maria Madalena dei Pazzi nasceu em Florença numa família (1566-1607) poderosa e violenta. Aos 16 anos entrou no mosteiro carmelita. Em 1584 sofreu de uma doença misteriosa que a impedia de ficar deitada. No momento de pronunciar os votos foi levada para o altar em seu leito.
Desse momento em diante terá diversos extases, que suceder-se-ão por muitos anos. São descritos em cinco volumes, escritos pelas co-irmãs, registrando seus gestos e palavras. Mais tarde, vozes do alto pedem-lhe para divulgar a “renovação da Igreja» (iniciada no Concilio di Trento). Manda cartas para o Papa, para os cardeais e tambem para o futuro papa, predizendo seu breve pontificado. Longos sofrimentos precederam sua morte.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Identidade cristã”


PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR

Artigo - nº 429
154. Escolhidos por Jesus
            Jesus, ao escolher seus discípulos, o faz de modo sério. Nós fazemos uma pesquisa sobre quem queremos escolher, tiramos informações, fazemos testes e colocamos tempo de prova. Jesus tem outro jeito de fazer a escolha dos seus. Em Lucas 16,12-16 podemos ler: “Jesus subiu a montanha para rezar e passou a noite em oração. Quando amanheceu o dia, chamou a si seus discípulos e deles escolheu 12, aos quais deu o nome de apóstolos...”. Passou a noite em oração. Jesus dá grande valor a essa escolha. Quer saber a opinião do Pai. Tem-se a impressão de que Ele confirma a eterna escolha que o Pai fez dEle, para dar-se as condições para escolher os outros que vão continuar sua presença e missão. Ser discípulo, seguidor de Jesus, é ser fruto de uma escolha de Deus, não só uma  opção pessoa em nível puramente humano. Ser discípulo, mais que uma missão, é a participação no afeto que Jesus tem por seu Pai, o que O sustenta em sua missão. Ser discípulo é ser centrado no coração orante de Jesus nas longas horas de encontro com o Pai. Por isso a vida dos discípulos só se entende em seu relacionamento com Jesus que ama seu Pai. Ser escolhido é ter recebido o dom de converter-se e responder ao olhar de Jesus como ocorre com Mateus. É ouvir a palavra ‘vêm e vê’, como em André. Dos discípulos Jesus tira 12. Eles não são privilegiados nem podem dispor da comunidade. Enquanto discípulo, também eles são chamados a seguir Jesus e a uniformar-se em tudo e para tudo a sua Palavra.
155. Enviados à multidão
            Os discípulos de Jesus são enviados e missionários por natureza. É da identidade do discípulo levar aos outros a Palavra de Jesus. É chamado e enviado. O discípulo foi chamado ao monte com Jesus, mas deve descer com Ele à planície onde está a multidão e colocar-se a seu serviço. É no meio do povo que vive o discípulo e faz outros discípulos. Ser discípulo de Jesus significa encontrar Jesus, nutrir-se de Sua palavra, viver em comunhão com Ele e, ao mesmo tempo, estar no meio do povo como lugar de esperança, de salvação e libertação. Jesus faz assim porque seu Pai sempre fez assim , pois desceu porque viu o sofrimento do povo. O mundo e a Igreja gostam de tronos e altares altos, longe do povo. Jesus ama também a planície onde está junto do povo. Assim deve ser o discípulo.
156. Com olhar misericordioso
            Como identidade do discípulo, seguidor de Jesus, está também a misericórdia. Poder-se-ia dizer: amar com os olhos fechados. Se alguém lhe toma o manto, dê-lhe também a túnica (Lc 6,29). Não só suportar, mas adiantar-se na misericórdia. A parábola do bom samaritano é a expressão da vida de Jesus e deve ser a vida do discípulo. O modelo é exato: “Sede misericordiosos como é misericordioso o Pai que está nos Céus”.  Quando se fala de amor de Deus para com a humanidade, não se pode buscar a lógica nem medir. Jesus foi tido como louco pela própria família (Mc 3,21). Deus ama porque é amor e não porque deve amar. A misericórdia deve ser a rainha da Igreja. Um dia, numa reunião dos agentes de pastoral, eu disse que precisamos ter misericórdia com o povo. Uma freira, formada em ciências sociais, disse: “Não podemos fazer um plano pastoral baseado na misericórdia”. Estava a meu lado um sacerdote bem velhinho. Ele disse com seu sotaque: “Vochê tem rajão”. Podemos perguntar em que Jesus baseava seu plano de atividade.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 25 DE MAIO


PADRE FLÁVIO CAVALCA
DE CASTRO CSsR
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado. 

25 ─ Sexta-feira ─ Santos Beda, Gregório VII, Maria Madalena de Pazzi 
Evangelho (Jo 21,15-19) “Depois Jesus perguntou a Simão Pedro: ─ Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? Pedro respondeu: ─ Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.” 
Jesus perguntou se Pedro o amava mais que os outros. Na resposta Pedro afirmou que amava, mas evitou comparar seu amor com o dos outros discípulos. Antes ele tinha garantido que estaria pronto a morrer pelo Mestre (Jo 13,37). Então já não tinha a mesma confiança, não se julgava melhor que os outros. Tinha certeza que amava, mas sabia que seu amor dependia de Jesus. 
Oração
Senhor, eu vos amo, ou pelo menos acho que vos amo. Mas esse amor não vem de mim, é favor que me fazeis, é amor que continuará firme enquanto for sustentado pelo vosso amor. Sei que meu amor tem consequências, e por isso peço que me deis força para estar sempre pronto a vos servir. Se aumentais meu amor, não importa o que me espera, tudo será possível para mim. Amém.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM SOBRE A IGREJA


CONCÍLIO VATICANO II


CAPÍTULO VI 
OS RELIGIOSOS

Regras e constituições
A relação com a Hierarquia

 45. Sendo dever da Hierarquia pastorear o Povo de Deus e conduzi-lo a abundante pastio (cfr. Ez. 34,14), a ela pertence regular com sábias leis a prática dos conselhos evangélicos, que tanto ajudam à perfeição da caridade para com Deus e o próximo (141). Dócil à moção do Espírito Santo, ela acolhe as regras, propostas por homens e mulheres eminentes é, depois de aperfeiçoadas, aprova-as autenticamente; e assiste com vigilância e protecção de sua autoridade aos Institutos, por toda a parte fundados para a edificação do Corpo de Cristo, para que cresçam e floresçam segundo o espírito dos fundadores.
Para que melhor se atenda às necessidades de todo o rebanho do Senhor, qualquer Instituto de perfeição e cada um dos seus membros, podem ser isentos pelo Sumo Pontífice, em razão do seu primado sobre toda a Igreja, da jurisdição do Ordinário do lugar e ficar sujeitos só a ele, em vista do bem comum (142). Podem igualmente ser deixados, ou confiados, à autoridade patriarcal própria. E os membros dos Institutos de perfeição, ao cumprir o seu dever para com a Igreja, segundo o modo peculiar da sua vida, devem, de acordo com as leis canónicas, respeito e obediência aos Bispos, em atenção à sua autoridade de pastores das igrejas particulares e à necessária unidade e harmonia no trabalho apostólico (143). 
Mas a Igreja não se limita a elevar, com a sua aprovação, a profissão religiosa à dignidade de estado canónico, senão que a manifesta também na sua liturgia como estado consagrado a Deus. Com efeito, pela autoridade que Deus lhe concedeu, ela recebe os votos dos que professam, implora para eles, com a sua oração pública, os auxílios da graça, recomenda-os a Deus e concede-lhes a bênção espiritual, unindo a sua oblação ao sacrifício eucarístico.


141. Cfr. Cone. Vat. I, Esquema De Ecclesia Christi, cap. XV, e Adnot. 48: Mansi 51, 549 s. e 619 s. - Leão XIII, Carta Au milieu des consolations, 23 dez. 1900: ASS 33 (1900-01) p. 361. Pio XII, Const. Apost. Provida Mater, l. c., p. 114 s.

142. Cfr. Leão XIII, Const. Romanos Pontifices, 8 maio 1881: ASS 13 (1880-81) p. 483. Pio XII, Aloc. Annus sacer, 8 dez. 1950: AAS 43 (1951) p. 28 s.

143. Cfr. Pio XII, Aloc. Annus sacer, 1. c., p, 28. Pio XII, Const. Apost. Sedes Sapientiae, 31 maio 1956: AAS 48 (1956) p. 355. Paulo VI, Aloc. Magno gaudio, 23 maio 1964: AAS 56 (1964), p. 570-571.

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BÍBLIA


PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)

3. Ler a Bíblia faz bem a todos?
Os erros de interpretação da Bíblia, os abusos nascidos da leitura desprevenida fizeram que a Bíblia não circulasse nas mãos do povo católico. Nem tudo é culpa da Igreja, basta lembrar também da dificuldade que havia em obter cópias da Bíblia, da falta de condições de divulgação. Hoje, com a imprensa, ficou fácil a multiplicação dos livros sagrados.Outra pergunta que surge: É uma leitura útil para todos? Se tomarmos pelo lado da inspiração, temos de dizer que é uma leitura necessária para a formação de todos. Por outro lado devemos reconhecer a dificuldade em descobrir a mensagem de alguns textos, pois eles dependem do contexto, das circunstâncias e do modo de linguagem da época em que foram escritos.Hoje, a Igreja recomenda a leitura da Bíblia, mesmo reconhecendo a dificuldade de compreensão e interpretação da mesma. Pensamos que o contato com os livros sagrados facilita o entendimento quando ouvirem alguma explicação. Hoje também há uma boa quantidade de cursos bíblicos e livros que nos ajudam a descobrir os valores e mensagens que a Bíblia traz.Perigos de erros e falsas interpretações sempre existiram, e geraram problemas e divisões na Igreja, mesmo assim não podemos ter receio de colocar a Bíblia nas mãos do povo e recomendar sua leitura. E pelas dificuldades que aparecem não podemos dizer que sua leitura seja prejudicial. Há fatos e narrações que levantam questões e provocam certa descrença, mas isso se resolve com um guia de leitura bíblica, que oriente sobre as figuras de linguagem, expressões próprias da época, contexto histórico-social-religioso em que foram escritos.Quem toma os livros do Antigo Testamento tem de saber que foram escritos para um povo específico, há muito tempo, e que foram formando e acompanhando a história desse povo e a revelação lenta e progressiva da mensagem de Deus.Quem toma os livros do Novo Testamento precisa lembrar-se que os primeiros escritos só aparecem por volta do ano 65 depois de Cristo. Tudo passou pela leitura que a Comunidade fez de Jesus após sua ressurreição, a lembrança que tiveram anos depois.Para uma correta leitura da Bíblia tem de ter um coração aberto, um desejo sincero de busca de Deus e uma procura cuidadosa como o garimpeiro tem cuidado na procura do diamante. A Palavra de Deus santifica, instrui e transforma, por isso sempre será útil.(Pe. Hélio Libardi)
Religião também se aprende vol. 11

Santa Joana Antida Thouret, virgem, +1826

Joana Antida Thouret nasceu perto de Besançon, na França, no dia 27 de novembro de 1765. Francisco e Cláudia eram seus pais, tiveram quatro filhos e ela foi a primeira. Joana cresceu muito bonita, de natureza melancólica, tinha a saúde delicada, um caráter gentil e era muito caridosa. Desde a infância manifestou sua vocação religiosa. Tinha vinte e dois anos de idade, quando foi fazer seu noviciado no Convento das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris. Naquela época era normal a noviça ser submetida aos trabalhos pesados da comunidade. Assim foi com Joana que, em função da mudança de clima e do grande esforço físico, acabou adoecendo gravemente. Temendo ser enviada de volta para a casa paterna, rezou muito pedindo a Deus para cura-la. Foi atendida através de uma dedicada enfermeira que a tratou com medicação especial. Em 1788 recebeu o hábito religioso das vicentinas. Depois disso, Joana andou pelo mundo pregando a palavra de Deus, fazendo caridade, tratando dos doentes, mas principalmente sendo perseguida. Havia estourado a Revolução na França, o clima anticlerical tornava a vida dos religiosos um verdadeiro terror. Muitos sacerdotes, religiosos e fiéis a Igreja foram denunciados, perseguidos, torturados e condenados à morte por guilhotina. Em 1797 se fixou em Besançon, onde fundou uma escola para meninas, mas sem deixar de cuidar dos enfermos. Entretanto os revolucionários descobriram-na e teve de se esconder por dois anos. Em 1799 pôde retornar e junto com quatro religiosas fundou outra escola com farmácia, formando o primeiro núcleo do Instituto das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Logo as discípulas de Joana Antida aumentaram e a nova congregação se expandiu pela França, Suíça, Sabóia e Nápoles. Depois disto, em 1810, foi enviada para assumir a direção de um grande hospital de Nápolis. Nesta cidade, Joana Antida passou a última etapa de sua vida, onde empreendeu intensa atividade abrindo muitos institutos, desenvolvendo assim sua congregação. A fundadora morreu no dia 24 de agosto de 1826, no seu convento de Nápoles, rodeada por suas religiosas. O Papa Pio XI canonizou-a em 1934

EVANGELHO DO DIA 24 DE MAIO


Evangelho segundo S. João 17,20-26.
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai santo, não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste. Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um. Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim. Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste. Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também.» 

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário ao Evangelho do dia feito por : 
Papa Bento XVI 
Discurso de 30/06/2005 (trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev.) 
«Para que, assim, eles estejam em Nós e o mundo creia»
[Nas relações entre católicos e ortodoxos] a investigação teológica, que tem de se confrontar com questões complexas e de encontrar soluções não limitadas, é um compromisso sério, do qual não nos podemos eximir. Se é verdade que o Senhor chama vigorosamente os Seus discípulos a construir a unidade na caridade e na verdade; se é verdade que o apelo ecuménico constitui um convite urgente a reconstruir, na reconciliação e na paz, a unidade entre todos os cristãos, gravemente prejudicada; se é verdade que não podemos ignorar o facto de que a divisão torna menos eficaz a sacrossanta causa da pregação do Evangelho a todas as criaturas (cf. Mc 16,15), como nos podemos subtrair à tarefa de examinar com clareza e boa vontade as nossas diferenças, enfrentando-as com a íntima convicção que elas devem ser resolvidas? 
A unidade que buscamos não é absorção nem fusão, mas respeito pela plenitude multiforme da Igreja que, em conformidade com a vontade do seu Fundador, Jesus Cristo, deve ser sempre una, santa, católica e apostólica. Este apelo encontrou a plena ressonância na intangível profissão de fé de todos os cristãos, o Símbolo elaborado pelos Padres dos concílios ecuménicos de Niceia e de Constantinopla. 
O Concílio Vaticano II reconheceu com lucidez o tesouro que o Oriente possui e do qual o Ocidente «auriu muitas coisas»; [...] exortou a não esquecer os sofrimentos que o Oriente padeceu para conservar a sua fé; [...] encorajou a considerar o Oriente e o Ocidente como elementos que, em conjunto, compõem o rosto esplendoroso do Pantocrátor, cuja mão abençoa toda a Oikoumene. O Concílio foi ainda mais além, afirmando: «Não é, pois, de admirar que alguns aspectos do mistério revelado sejam concebidos de modo mais apto e postos sob melhor luz por uns do que por outros, de maneira que pode dizer-se que essas fórmulas teológicas muito mais se completam do que se opõem» (Unitatis redintegratio, 17). 

O BUQUÊ DO PASTOR PROTESTANTE

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Esta cena tão emocionante nos fala muito, neste mês consagrado a Nossa Senhora. Em tempos passados, sob clara manhã de maio, uma criança pediu um buquê de flores a um senhor idoso que contemplava as roseiras do seu jardim. Ele trajava sobrecasaca e tinha nas mãos, uma tesoura de podar. 
- "Lógico! - respondeu o velho homem. - Tu terás o teu buquê. Mas o que farás com ele?" 
O menino respondeu: 
- "É para oferecer à Virgem Santíssima em nossa igreja." 
Ouvindo da criança que o buquê destinava-se à Virgem Maria, o ancião sorriu, misteriosamente, e continuou: 
- "Tu terás as flores que desejas!" 
E com a tesoura de podar pôs-se a cortar as rosas mais belas. E para embelezar o buquê, mais ainda, juntou-lhe esguios galhos de belas silindras, carregadas de flores brancas que exalavam suave aroma. A criança recebeu o buquê solicitado e agradeceu, não com os lábios, mas com os olhos. Os olhos do ancião responderam aos da criança e um sorriso, mais misterioso que o primeiro, iluminou o seu rosto. Era o antigo pastor da aldeia que, aposentado do ministério, levava a sua vidinha simples, em casa, em pleno campo. (Um minuto com Maria)

24 DE MAIO – NOSSA SENHORA AUXILIADORA



altNarremos um fato acontecido com São João Bosco, devoto de Nossa Senhora sob o título de Maria Auxiliadora:
“A pequena Marguerite estava às portas da morte, devido a uma tuberculose pulmonar.
- "Ela será curada, promete Dom Bosco à sua mãe, em lágrimas. Reze, diariamente, um Pai Nosso, uma Ave Maria, o Glória e uma Salve Rainha, para que Nossa Senhora a atenda. Reze, diariamente, até o dia 15 de agosto..." - "Mas faltam dois meses e meio, Padre! - lamenta a pobre mãe. Bastaria, simplesmente, que o senhor a tomasse pela mão e ela ficaria curada..." Dom Bosco, então, ordenou-lhe de forma decisiva:
- "Faça o que eu estou dizendo!..."
A doença agravava-se: a quantidade de escarros de sangue aumentou, a febre não dava trégua; a criança parecia um esqueletinho... Como era difícil ter fé naquelas condições! Porém, sua mãe perseverou, orando e esperando o milagre.
No dia 15 de agosto, enquanto se preparava para ir à Missa, ouviu um grito de Marguerite: "Mamãe! Mamãe! Estou curada!" Com efeito, a pequena enferma apareceu radiante, as faces rosadas, o olhar sem febre! Mãe e filha se dirigiram à Missa... Ela foi tão maravilhosamente curada, que sua história termina como se fosse uma história de contos de fadas: "Ela se casou, foi feliz e teve muitos filhos..." (Um minuto com Maria)
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Este é o meu mandamento”


Artigo - nº 427
PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
151. Jesus é a novidade
            Jesus veio na condição humana. E era tido como o Filho do carpinteiro, amigo de publicanos e pecadores. Sofreu uma forte rejeição da classe dominante e ao mesmo tempo  teve a aceitação espontânea do povo simples. Por que? Ele era alguém que não passava desapercebido. Diante dEle, tinham que tomar uma posição. Simeão profetizara: “Ele será posto como sinal de contradição” (Lc 2,34). Ou é aceito ou é recusado. Pregava uma doutrina nova comprovada com milagres! Os soldados que foram prendê-lo no templo disseram “ninguém jamais falou como este homem” (Jo 7,46). Ele incomodava muito aos inimigos. Mais que uma doutrina, a pessoa é que era a novidade. Os discípulos amaram sua doutrina, mas percebe-se que mesmo após a ressurreição estão embaralhados. O que os prende é a pessoa de Jesus que reconhecem como Deus. Pedro diz claramente: “Tu és o Filho de Deus”! (Mt 14,33). Não é um pregador a mais, um mestre a mais. Ele é o NOVO. NEle se abriu o Céu e Deus Se faz presente no mundo de modo visível. A sociedade, às vezes, tem Jesus como um grande da história que é objeto de nosso estudo e pesquisas que provocam curiosidade. Na história apareceram grandes homens e fundadores de novos caminhos com muitas novidades. Mas Ele é a novidade, depois uma doutrina nova.
152. Lei nova
            Jesus nasceu de um povo que em uma longa história de escolhas de Deus e de alianças com Ele. Não podemos entender Jesus sem colocá-lO dentro desse contexto histórico. Ele mesmo diz que não veio mudar a lei mas, cumpri-la até o fim. Por outro lado, o Antigo Testamento perde todo o sentido se não converge para Cristo. A lei e os profetas falam dEle (Jo 5,46). Em Cristo, contudo, começa o tempo da plenitude. Os tempos estavam maduros quando Jesus veio. Ele se coloca acima da lei, do tempo e das tradições. “O Filho do Homem é também senhor do sábado” (Mt 12,08). Jesus é muito claro: “Eu vos dou um novo mandamento” (Jo 13,34) – “o meu mandamento é que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Há algo pessoal que Jesus quer ensinar: com Ele começa um novo tempo, faz mesmo correções à lei com aquela expressão “eu porém vos digo” que encontramos no sermão da montanha. Jesus coloca o fundamento da lei nova no amor. Há um só amor: o amor a Deus e o amor ao próximo.  “Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22,40).
153. Amor eterno
            A missão de Jesus foi revelar o Pai e nos introduzir na vida da Trindade. Como Ele é a revelação, nós o acolhemos como pessoa e a partir dEle, seu ensinamento. Ao aceitá-lo nós nos unimos a sua vida e também ao Seu relacionamento com o Pai, que é amor. Esse amor é o próprio ser de Deus, pois “Deus é amor”, diz S. João. Esse amor está em Deus e rege todas as ações de Deus no seio da Trindade e também em suas ações em relação a nós. Desde a criação, história, redenção, vida de Igreja, tudo é ordenado pelo amor. Jesus, dá-nos viver esse amor. Nós nos relacionamos com Ele no amor e vivemos com os outros no amor. Vivemos assim a vida eterna: “se alguém Me ama, o Pai o amará e viremos a Ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14,23). “E dEle temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4,21). Vivamos o amor!

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 24 DE MAIO


PADRE FLÁVIO CAVALCA
DE CASTRO CSsR
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado. 

24 ─ Quinta-feira ─ Santos Nossa Senhora Auxiliadora 
Evangelho (Jo 17,20-26) “...para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.” 
Despedindo-se, Jesus orou por seus apóstolos e também por nós, que continuamos no mundo, cercados de perigos. E pede que mantenhamos a unidade, que na fé e no amor sejamos como que uma só pessoa, como ele e o Pai estão intimamente unidos. Essa união brota de nossa participação na mesma vida divina, sem a qual não existe nenhum bem em nós, nem paz nem felicidade. 
Oração
Senhor, aumentai minha participação em vossa vida divina. Participando de vosso amor é que poderei viver em união com todos. Sem essa caridade que vem de vós, nossa união fica à mercê de nossas simpatias e interesses volúveis. Aumentai, pois, minha caridade, minha bondade e tolerância com as pessoas. Ajudai-me, pois para ser feliz preciso também do amor dos outros. Amém.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM SOBRE A IGREJA


CONCÍLIO VATICANO II

CAPÍTULO VI 
OS RELIGIOSOS 
Consagração ao serviço divino; o testemunho de vida

44. Pelos votos, ou outros compromissos sagrados a eles semelhantes, com os quais se obriga aos três mencionados conselhos evangélicos, o cristão entrega-se totalmente ao serviço de Deus sumamente amado, de maneira que por um título novo e especial fica destinado ao serviço do Senhor. Já pelo Baptismo, morrera ao pecado e fora consagrado a Deus; mas, para poder recolher frutos mais abundantes dá graça baptismal, pretende libertar-se, pela profissão dos conselhos evangélicos na Igreja, dos impedimentos que o poderiam afastar do fervor da caridade e da perfeição do culto divino, é consagrado mais intimamente ao serviço divino (139). E esta consagração será tanto mais perfeita quanto mais a firmeza e a estabilidade dos vínculos representarem a indissolúvel união de Cristo à Igreja, Sua esposa. 
E como os conselhos evangélicos, em razão da caridade a que conduzem (140), de modo especial unem à Igreja e ao seu mistério aqueles que os seguem, deve também a sua vida espiritual ser consagrada ao bem de toda ela. Daqui nasce o dever de trabalhar na implantação e consolidação do reino de Cristo nas almas e de o levar a todas as regiões com a oração ou também com a acção, segundo as próprias forças e a índole da própria vocação. Por isso, a Igreja defende e favorece a índole própria dos vários Institutos religiosos. 
A profissão dos conselhos evangélicos aparece assim como um sinal, que pode e deve atrair eficazmente todos os membros da Igreja a corresponderem animosamente às exigências da. vocação cristã. E porque o Povo de Deus não tem na terra a sua cidade permanente, mas vai em demanda da futura, o estado religioso, tornando os seus seguidores mais livres das preocupações terrenas, manifesta também mais claramente a todos os fiéis os bens celestes, já presentes neste mundo; é assim testemunha da vida nova é eterna, adquirida com a redenção de Cristo, e preanuncia a ressurreição futura e a glória do reino celeste. O mesmo estado. religioso imita mais de perto, e perpetuamente representa na Igreja aquela forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo para cumprir a vontade do Pai, e por Ele foi proposta aos discípulos que O seguiam. Finalmente, o estado religioso patenteia de modo especial a elevação do reino de Deus sobre tudo o que é terreno e as suas relações transcendentes; e revela aos homens a grandeza do poder de Cristo Rei e a potência infinita com que o Espírito Santo maravilhosamente actua na Igreja. 
Portanto, o estado constituído pela profissão dos conselhos evangélicos, embora não pertença à estrutura hierárquica da Igreja, está contudo inabalavelmente ligado à sua vida e santidade.

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BÍBLIA


PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)

2. São Paulo era um antifeminista?
Há de fato algumas passagens nos escritos de Paulo ou pelo menos estão no nome dele, que podem sugerir um antifeminismo e isso pode fazer com que Paulo perca um pouco de crédito diante das mulheres. É o caso do véu e dos cabelos para as mulheres (1Cor 11,2-15), das mulheres serem submissas a seus maridos (1Cor 11,9), a salvação das mulheres pela maternidade (1Tm 2,15).Esses textos todos precisam ser interpretados tendo em conta o contexto e a situação histórica.Paulo se atém à sensibilidade de seu tempo e em nenhum desses textos ele diz que se trata de uma verdade revelada; apenas apresenta-os para orientar nos conflitos que aconteciam no momento na comunidade, aquilo que era costume vigente (1Cor 11,16) ou tradições (1Cor 11,2).Pelo teor de suas cartas, vemos que Paulo apreciava muito o trabalho dos leigos e das mulheres. Temos de estar por dentro da situação e perceber que se criavam conflitos até mesmo aproveitando a chance de pregar o Evangelho e podemos perceber que as mulheres aproveitavam para contradizer os costumes da época se sobrepondo aos homens, o que era então inconcebível. Ele deixa bem claro que se trata de costumes e tradições existentes (1Cor 11,2; 11,16).Também é certo que Paulo não diz da relação de igualdade entre homens e mulheres tal como temos hoje e sem dúvida ajudou a promover as mulheres nas primeiras comunidades, mas dentro do contexto em que viviam.Não se conclui que tenha dito que as mulheres só se salvariam pela maternidade (1Tm 2,15), pois temos textos paulinos que recomendam com entusiasmo a virgindade para quem recebeu de Deus essa vocação (1Cor).Se pôr um lado alguns dizem que Paulo disse coisas, sob influência de seu ambiente, pouco favoráveis às mulheres; pôr outro lado há aqueles que mostram muitas razões para que as mulheres lhe sejam agradecidas.Pôr esses textos ninguém pode afirmar a superioridade do homem. Se há os que o fazem, é por um erro de leitura ou interpretação literal de textos paulinos. Não é difícil perceber quando se trata de uma tradição ou costume que só o tempo pode desfazer. Não se pode exigir que o texto sagrado se dispa de sua cultura e de seu contexto histórico. Ele nos passa a revelação vestida de cores de seu tempo, a nós compete separar o que é verdade revelada e o que é do contexto e do tempo.Temos de nos conscientizar de que Deus não se preocupa em satisfazer nossas curiosidades e responder nossas perguntas. Ele nos revela o necessário para a salvação. O que hoje pode ser formalidade, no tempo dele era importante e devia ser observado, por não ser hora de romper com o judaísmo. Quem deve discernir somos nos.(Pe. Hélio Libardi)
Religião também se aprende vol. 11

S. Julião (Juliano), hospedeiro, mártir, +308

Um casal para figurar na história da Igreja com louvores. Julião era filho de um casal cristão da Antioquia, muito devotado. Para realizar o sonho dos pais, o jovem futuro santo - então com 18 anos - casou-se com Basilissa, uma moça cuja família seguia os mesmos preceitos do clã de seu noivo. O casal resolveu fazer um pacto de consagração a Deus, para poder se dedicar a Seu serviço, apesar do casamento. A união carnal não se concretizou e Basilissa permaneceu virgem. Somente após a morte dos pais é que ambos puderam viver a vida espiritual que queriam. Usaram seus bens para fundar um mosteiro cada um - um masculino, outro feminino - e o restante empregaram em obras de caridade. Mas o Cristianismo vivia os tempos trágicos da perseguição mortal feita pelos imperadores Diocleciano e Maximiniano. Assim, Julião abrigou em seu mosteiro dezenas de cristãos refugiados. Aos poucos, foi vendo um a um ser julgado e condenado ao martírio e à morte, até que chegou sua vez. Como se recusasse a adorar os ídolos pagãos, foi martirizado por longo período, época em que os Escritos registam como de muito sofrimento, mas também de muitos milagres ocorridos através de suas mãos. São Julião foi finalmente assassinado em 9 de Janeiro de 308 (ou 313) e pôde descansar em paz. Quanto a Santa Basilissa viveu seus últimos dias rodeada de pobres a quem tratou como filhos. http://opalhetas.blogspot.com

EVANGELHO DO DIA 23 DE MAIO


Evangelho segundo S. João 17,11b-19.
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para serem um só, como Nós somos! Enquanto estava com eles, Eu guardava-os em ti, em ti que a mim te deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o homem da perdição, cumprindo-se desse modo a Escritura. Mas agora vou para ti e, ainda no mundo, digo isto para que eles tenham em si a plenitude da minha alegria. Entreguei-lhes a tua palavra, e o mundo odiou-os, porque eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno. De facto, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra. Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo, e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade. 

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 
Concílio Vaticano II 
Constituição sobre a Igreja «Lumen gentium», § 32 
«Que eles sejam um»
A distinção que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o restante Povo de Deus contribui para a união, já que os pastores e os demais fiéis estão ligados uns aos outros por uma vinculação comum: os pastores da Igreja, imitando o exemplo do Senhor, prestem serviço uns aos outros e aos fiéis: e estes dêem alegremente a sua colaboração aos pastores e mestres. Deste modo, todos testemunham, na variedade, a admirável unidade do Corpo místico de Cristo: a própria diversidade de graças, ministérios e actividades consagra em unidade os filhos de Deus, porque «um só e o mesmo é o Espírito que opera todas estas coisas» (1 Cor. 12,11).
Os leigos, portanto, do mesmo modo que, por divina condescendência, têm por irmão a Cristo, o Qual, apesar de ser Senhor de todos, não veio para ser servido mas para servir (Cf. Mt. 20,28), de igual modo têm por irmãos aqueles que, uma vez estabelecidos no sagrado ministério, apascentam a família de Deus ensinando, santificando e governando com a autoridade de Cristo, de modo que o mandamento da caridade seja por todos observado. A este respeito diz belissimamente Santo Agostinho: «Aterra-me o ser para vós, mas consola-me o estar convosco. Sou para vós como bispo; estou convosco como cristão. Nome de ofício, o primeiro; de graça, o segundo; aquele, de risco; este, de salvação». 

POR QUE TER MEDO DA MORTE?

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
30 de maio de 1963. Um ataque de peritonite tira toda a esperança de vida para o Papa João XXIII. Seu secretario se ajoelha ao lado da cama e lhe diz com voz vacilante e trêmula: 
- “Santo Padre, devo ser sincero com Vossa Santidade. Este é o seu dia, o dia do seu encontro com Jesus”. 
E começou a chorar. O Papa, num grande esforço, sorrindo mesmo, lhe diz: 
- “Que é isso? Você me parecia tão forte e, ao invés, se comove quando deve dizer ao Papa a coisa mais bela: Hoje é seu dia de encontrar o Senhor”! Palavra de Deus: Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor (Sl 121,1)
BEATO PAPA JOÃO XXIII

SANTOS, SANTAS E BEATA DO DIA 23 DE MAIO

APÓSTOLO DOS MARGINALIZADOS
S. João Batista de Rossi (1698-1764) foi chamado o São Vicente de Paulo de Roma, por causa do seu extremado amor à pobreza. Um dos primeiros trabalhos caritativos foi cuidar dos vaqueiros e pastores que traziam gado de seus patrões para vender no mercado.alt
Vendo tantas moças mendigando nas ruas de Roma, sem ter onde passar a noite, fundou uma casa de recolhimento para elas com o nome de “Hospedaria São Luís Gonzaga”. Fundou obra semelhante para os rapazes.
Visitava hospitais e casas de detenção e recuperação. Poucos ou nenhum dos bairros de Roma ficaram sem receber sua visita. Sua maior paixão foram os marginalizados e deserdados do amor humano.
Foi um grande mestre de Espiritualidade. Dedicava boa parte do dia atendendo os seus penitentes no sacramento da Confissão. - Morreu tão pobre, que seu enterro foi custeado pela caridade pública.
  
NO SILENCIO FECUNDO DA SOLIDÃO
Santa Edeltrudes é uma das santas mais veneradas na Inglaterra. Nascida no ano 635 de família real, casou-se muito cedo com um príncipe.
Após a morte do marido, ela retirou-se para a ilha de Ely a fim de viver na solidão. Precisou voltar para outros compromissos familiares. Mas sempre com saudades do seu retiro na ilha de Ely, retornou para lá, falecendo com 45 anos. Apesar de tantas vicissitudes conjugais, a rainha Edeltrudes é considerada santa pelo povo e pela Igreja.
Outros santos: Epitácio e Basileu, bispos e mártires; Beata Maria Ângela Astorch, monja Clarissa, espanhola (séc. XVI/XVII); Dídimo; Gutberto, missionário beneditino; José Cafasso (1811-1860) apóstolo dos condenados à morte. 
Oração: Senhor nosso Pai, teu Filho nos ensinou que não podemos amar-vos sem amar o próximo. Ensinou-nos também que a caridade exige a prática da justiça.
Abre nosso coração para podermos aprender o amor mútuo, como teu Filho ensinou e praticou.
Dá-nos teu Espírito para que tenhamos um só coração e uma só alma. Amém!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Experiência do irmão”


Artigo - nº 425
PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR

 148. Onde está teu irmão?

A Bíblia não somente conta fatos históricos, mas é uma leitura da realidade humana em relação a Deus. Por essas narrações, compreendemos quem somos nós e qual o caminho que Deus nos oferece. Vejamos a história de Caim e Abel: Eles continuam dentro de nós e em nossos relacionamentos. Caim e Abel somos nós. Deus, depois do assassinato, perguntou a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?” (Gn 4,9). Essa pergunta percorre a história da humanidade. Por um lado é Deus que defende cada homem. Por outro lado somos nós que temos a ver com o outro. “Acaso sou o guarda de meu irmão?” pergunta Caim. Além da responsabilidade que temos sobre cada pessoa, cada uma é parte de nossa experiência de Deus. Não se conhece a Deus se não se conhece o irmão. João escreve: “Quem não ama seu irmão a quem vê, a Deus que não vê não poderá amar” (1Jo 4,20). A experiência do irmão é necessária para o conhecimento de Deus e par o encontro com Ele. Jesus pensava assim, pois a carta aos Hebreus diz: “Ele não se envergonha de chamá-los irmãos” (Hb 2,11). Demonstra esta experiência em sua própria encarnação, pois sua divindade se aniquila e se esconde sob os véus de nossa carne. Fez-se próximo de cada pessoa, como na parábola do samaritano. Descendo de seu jumento, abaixou-se para socorrer o ferido. O homem ferido pelo pecado é o alvo do Filho de Deus. Busca a ovelha perdida. Ele sabia onde estava seu irmão. Caim, o primogênito da humanidade contrasta com o primogênito da nova humanidade. E nós, se quisermos conhecer a Deus, temos de fazer a experiência de ser irmão e de ter irmãos. O mandamento do amor se resume em que “quem ama a Deus, ame também seu irmão” (1Jo 4,21).
149. Ver Deus no irmão
            As buscas de misticismo, mesmo no âmbito católico e evangélico, têm uma tendência a sair da realidade e viver de fenômenos. Deus, contudo, está mais perto e mesmo onde tememos que não esteja. Anselm Grünn narra um fato que aconteceu em um campo de concentração estavam enforcando o menino diante de todos. O pobrezinho se debatia, demorando a morrer. Um prisioneiro disse: “Onde está Deus?” Outro responde: “Está lá, sendo enforcado”. A experiência de Deus, de Sua Palavra e de seu amor acontece quando O vemos no outro. Parece tão distante. No outro, quem? Cada pessoa é um traço de Deus. Deus está ali todo inteiro, como a chamar-nos para amá-lO, percebê-lO e senti-lO. Se não sou capaz de vê-lO no irmão, que certeza tenho de tê-lO encontrado?
150. Ver o irmão em Deus
            O superior dos trapistas degolados na Argélia, há uns poucos anos, já sabendo que estavam em riscos, escreve em seu testamento que queria ver seu assassino como Deus o via. Mais do que ser responsável, temos de ver o irmão como Deus vê. A contemplação será autêntica quando contemplamos o outro com os olhos de Deus. Ver com os olhos de Deus é enxergar no outro alguém a ser amado. Nesse alguém o Pai vê o Filho amado. O documento de Puebla recomenda que vejamos os muitos rostos de Cristo. Jesus se identifica com cada homem. “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber... Todas as vezes que fizestes isso a um destes pequeninos, por ser meu discípulo, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40).

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 23 DE MAIO


PADRE FLÁVIO CAVALCA
DE CASTRO CSsR
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado. 

23 ─ Quarta-feira ─ Santos Epitácio, Miguel, João Batista Rossi 
Evangelho (Jo 17,11b-19) Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada.” 
Na oração que fez quando se despedia dos discípulos, Jesus pediu ao Pai que lhes concedesse a plenitude da alegria que ele mesmo vivia. Sua alegria era saber-se amado pelo Pai, unido a ele na participação da mesma divindade, capaz de fazer a salvação de toda a humanidade. Essa a felicidade, a alegria que ele quer para seus discípulos, para que todos se realizem como ele mesmo. 
Oração
Senhor, hoje faço minha a oração de vosso Filho. Olhai por todos nós que procuramos seguir vosso Cristo. Conservai-nos unidos a vós, no amor e na fé, formando com Jesus uma só pessoa para a salvação da humanidade. Mesmo vivendo cercados de perigos e dores, conservai-nos na alegria dos que se sabem amados por vós, certos que a vitória final será do bem e da verdade. Amém.